quinta-feira, 29/10/2026

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Riqueza de bilionários brasileiros é impactada por queda do Ibovespa, com perda de US$ 14 bilhões

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desencadeou uma forte turbulência nos mercados financeiros, resultando em perdas alarmantes para investidores e bilionários brasileiros na última segunda-feira (26). O principal índice da…

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A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desencadeou uma forte turbulência nos mercados financeiros, resultando em perdas alarmantes para investidores e bilionários brasileiros na última segunda-feira (26). O principal índice da B3, o Ibovespa, despencou mais de 10% logo no início das negociações, levando à ativação do “circuit breaker”, um mecanismo que suspende as operações em momentos de quedas acentuadas.

As consequências dessa reação negativa foram particularmente severas para os homens mais ricos do Brasil, especialmente aqueles com vínculos no setor bancário. Segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg, os dez brasileiros presentes na lista das 500 pessoas mais ricas do mundo experimentaram uma perda coletiva de impressionantes US$ 14 bilhões (aproximadamente R$ 75,6 bilhões) em um único dia, a maior já registrada desde 2012.

O Ibovespa encerrou o dia com uma queda de 13,88%, batendo 176.608 pontos. As ações de empresas de diversos setores foram impactadas, com o Magazine Luiza liderando as perdas, desvalorizando-se em 58,23%. Outras companhias significativas, como Vamos (-56,79%) e Hapvida (-54,93%), também enfrentaram quedas drásticas, refletindo um clima de pessimismo que se espalhou por todo o mercado.

No setor bancário, as ações de grandes instituições apresentaram desempenhos particularmente ruins. O Banco do Brasil sofreu a maior desvalorização, com uma queda de 27,31%, enquanto o Bradesco viu suas ações preferenciais e ordinárias recuarem 21,70% e 20,65%, respectivamente. O BTG Pactual e o Itaú Unibanco também foram severamente afetados, com quedas de 24,83% e 13,66%. Essas desvalorizações não apenas impactaram o mercado, mas também o patrimônio de seus principais acionistas.

Entre os mais afetados estava André Esteves, fundador do BTG Pactual, cuja fortuna caiu em US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões), representando 24% de sua riqueza total. David Vélez, do Nubank, também viu sua fortuna encolher em aproximadamente US$ 2,3 bilhões (R$ 12,4 bilhões). Os irmãos Moreira Salles, acionistas do Itaú Unibanco, enfrentaram perdas combinadas de cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,21 bilhões), totalizando uma diminuição de 16% em suas fortunas em apenas um dia, conforme dados da Bloomberg.

Além da desvalorização das ações, a forte queda do real diante do dólar, que subiu 8,21% para R$ 5,4027, também contribuiu para a redução do patrimônio dos bilionários quando convertido para a moeda americana. A turbulência nos mercados não poupou nem mesmo as famílias mais ricas do Brasil, como a dos Moreira Salles, que, mesmo com investimentos diversificados, sentiram o impacto da crise econômica.

Assim, a reeleição de Lula não apenas provocou uma reavaliação das expectativas econômicas, mas também destacou a vulnerabilidade de um setor que, até então, parecia inabalável.

Crédito da imagem: O que explica o ‘circuit breaker’ na bolsa de valores?