quinta-feira, 29/10/2026

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Queda de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no setor agro no segundo trimestre.

O panorama do agronegócio brasileiro apresenta uma mudança significativa, com a redução de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse dado,…

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O panorama do agronegócio brasileiro apresenta uma mudança significativa, com a redução de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse dado, divulgado pela Serasa Experian, é um sinal de alívio, sendo a primeira queda registrada em um segundo trimestre desde 2022.

Com 448 pedidos contabilizados, o agronegócio mostra uma leve retração também em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando foram registrados 474 pedidos, uma diminuição de 5,5%. Apesar da redução nos pedidos de recuperação, Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, alerta que é preciso cautela. Segundo ele, essa diminuição pode estar atrelada a um aumento temporário na receita de alguns produtores, à sazonalidade das atividades agropecuárias e a um avanço nas renegociações com credores.

O Mato Grosso se destaca como o estado com o maior número de pedidos, com 107 registros, seguido por Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. No que se refere às atividades, o cultivo de soja, que é crucial para a economia nacional, respondeu por 70 dos pedidos de recuperação judicial, enquanto a criação de gado contabilizou 28 solicitações.

Um aspecto interessante é a diferença entre os perfis de produtores que solicitaram recuperação. Os pedidos de agricultores pessoas físicas caíram 10,5% em relação ao segundo trimestre de 2022, enquanto os de entidades jurídicas apresentaram uma queda ainda mais acentuada, de 34,2%. Isso revela um cenário complexo, onde os grandes proprietários, pequenos e médios agricultores enfrentam desafios variados, com os “sem propriedades” concentrando 70 pedidos.

Essa dinâmica, embora positiva em um primeiro olhar, requer um acompanhamento atento nos próximos trimestres, visto que os custos elevados e a seletividade no crédito ainda impõem obstáculos significativos ao setor. O futuro do agronegócio brasileiro, portanto, permanece incerto e dependerá da continuidade dessa tendência de queda nos pedidos de recuperação judicial.