As eleições de 2026 trazem uma novidade interessante para aposentados e pensionistas do INSS: o ato de votar pode ser utilizado como prova de vida automática. Através de um sistema que integra dados da Justiça Eleitoral e do Instituto Nacional do Seguro Social, a confirmação de que o beneficiário está vivo é realizada sem a necessidade de documentos ou deslocamento a uma agência.
De acordo com o INSS, a participação no segundo turno, que acontecerá no próximo domingo (25), é válida, mesmo para aqueles que não compareceram ao primeiro turno. Esse cruzamento de informações já foi testado em 2024, quando cerca de 5 milhões de pessoas atualizaram sua prova de vida ao votar.
A prova de vida é um procedimento essencial para que os benefícios sejam mantidos, e o voto é apenas uma das formas de realizar essa comprovação. Ao registrar a votação, a Justiça Eleitoral fornece automaticamente a informação ao INSS, dispensando o beneficiário de qualquer formalidade adicional, como a necessidade de guardar o comprovante de votação.
Entretanto, é importante destacar que, embora a participação nas eleições possa facilitar a prova de vida, as regras eleitorais e as diretrizes do INSS são distintas. Os eleitores com 70 anos ou mais não são obrigados a votar e, portanto, não precisam justificar a ausência, mas aqueles que têm a obrigação de comparecer devem regularizar sua falta no primeiro turno para não enfrentar problemas futuros.
Vale ressaltar que a ausência ao voto não acarreta bloqueio automático nos benefícios do INSS, conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral. Os beneficiários que não votarem ainda têm outras opções para realizar a prova de vida, como consultar o aplicativo Meu INSS ou entrar em contato com a Central 135.
Um dado alarmante foi revelado por um levantamento do Movimento Voto 70+, que indicou que quase metade dos eleitores com 70 anos ou mais não compareceram ao primeiro turno. Este cenário é ainda mais preocupante entre os maiores de 80 anos, onde a abstenção chega a 73,1%. O papel das mulheres também se destaca, representando 60,6% dos eleitores ausentes nessa faixa etária.



