quinta-feira, 29/10/2026

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Expectativa de crescimento no mercado de canetas emagrecedoras pode levar faturamento a US$ 22 bilhões até 2035

A Anvisa emitiu um alerta sobre os riscos relacionados ao uso de canetas emagrecedoras caseiras que contêm tirzepatida em pó, uma substância utilizada em tratamentos de obesidade e diabetes. Essa preocupação surge em um…

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A Anvisa emitiu um alerta sobre os riscos relacionados ao uso de canetas emagrecedoras caseiras que contêm tirzepatida em pó, uma substância utilizada em tratamentos de obesidade e diabetes. Essa preocupação surge em um momento em que o mercado global de medicamentos voltados para emagrecimento, especialmente no Brasil, China e Índia, projeta um crescimento significativo, passando de US$ 6,6 bilhões atualmente para US$ 22 bilhões até 2035, segundo estimativas do banco J.P. Morgan.

O estudo ressalta que a expansão desse mercado deve ser impulsionada pela redução de preços e pela maior acessibilidade aos tratamentos. Apesar do potencial, a utilização desses medicamentos ainda é bastante limitada, com menos de 0,1% da população chinesa e menos de 0,2% da indiana fazendo uso de terapias da classe GLP-1, enquanto nos Estados Unidos esse número é de 4% a 5%.

Medicamentos como Ozempic e Wegovy, fabricados pela Novo Nordisk, e Zepbound, da Eli Lilly, são exemplos de agonistas do receptor GLP-1, que ajudam a controlar a glicose e a reduzir o apetite. Com uma alta incidência de diabetes e obesidade nessas nações, a demanda por esses tratamentos é crescente. Na China, espera-se que mais de 65% da população esteja com sobrepeso até 2030, enquanto na Índia a taxa de obesidade pode atingir 11% até 2035.

Os analistas do J.P. Morgan acreditam que a expiração de patentes e a introdução de versões genéricas contribuirão para a popularização desses medicamentos, tornando-os mais acessíveis. Apesar de o Brasil ser o maior mercado atualmente, a expectativa é que apenas 7% a 8% da população brasileira com obesidade utilize esses tratamentos até 2035. Por outro lado, a China deve superar o Brasil nesse setor até 2027, alcançando um mercado estimado em US$ 13,7 bilhões.

Embora o potencial de crescimento seja significativo, a resistência cultural e os altos preços ainda representam barreiras na adoção desses medicamentos, especialmente na Índia, onde o mercado é o menor entre os três países analisados. Empresas como a chinesa Innovent e as indianas Divi’s Laboratories e Torrent Pharmaceuticals, bem como a brasileira RD Saúde, são apontadas como beneficiárias desse crescimento previsto.