quinta-feira, 29/10/2026

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Casas Bahia estabelece acordo que garante R$ 33 milhões em indenizações para ex-funcionários demitidos.

A recente decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) em Brasília traz um respiro, ainda que temporário, para os 4.435 trabalhadores demitidos em massa pelo Grupo Casas Bahia. A empresa firmou…

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A recente decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) em Brasília traz um respiro, ainda que temporário, para os 4.435 trabalhadores demitidos em massa pelo Grupo Casas Bahia. A empresa firmou um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que prevê o pagamento de indenizações individuais de R$ 7,5 mil, totalizando mais de R$ 33 milhões a serem destinados aos ex-funcionários.

A audiência de homologação ocorreu na última quinta-feira (15), após a CNTC contestar na Justiça a legalidade das demissões, que ocorreram sem a devida negociação prévia com os sindicatos. Em resposta a essa situação, uma decisão liminar da Justiça do Trabalho havia determinado a reintegração dos empregados desligados, o que levou à necessidade de um acordo mediado pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (CEJUSC).

O acordo não só prevê indenizações, mas também estabelece que a empresa deve comunicar com pelo menos 72 horas de antecedência qualquer futura dispensa coletiva. Caso essa cláusula não seja respeitada, a multa pode chegar a R$ 1 milhão. Essa medida visa assegurar que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados em situações semelhantes no futuro.

O conflito teve início em agosto, quando o Grupo Casas Bahia anunciou o fechamento de 298 lojas e pediu recuperação judicial, devido a uma dívida de R$ 17,3 bilhões. A CNTC argumentou que as demissões em massa desrespeitavam normas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal, que exigem a participação dos sindicatos em processos de desligamento coletivo.

Além do impacto financeiro imediato das indenizações, os ex-funcionários enfrentaram sérias dificuldades, como a falta de pagamento das verbas rescisórias e a interrupção de benefícios. Muitos reclamaram de problemas para acessar o FGTS e o seguro-desemprego, agravando ainda mais a situação de vulnerabilidade após os desligamentos.

Embora o acordo traga alívio para os trabalhadores afetados, a situação do Grupo Casas Bahia continua delicada, refletindo os desafios enfrentados pelo setor varejista em meio a uma reestruturação que, até agora, deixou uma marca profunda em suas operações e nos lares de milhares de brasileiros.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — pcsfish (pixabay)