quinta-feira, 29/10/2026

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Americanas conclui processo de recuperação judicial com decisão da Justiça.

A Americanas, uma das maiores redes de varejo do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (19) que a Justiça do Rio de Janeiro encerrou sua recuperação judicial, um processo iniciado em janeiro de 2023 após a…

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A Americanas, uma das maiores redes de varejo do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (19) que a Justiça do Rio de Janeiro encerrou sua recuperação judicial, um processo iniciado em janeiro de 2023 após a descoberta de um escândalo contábil que revelou um rombo de bilhões de reais. A decisão marca um importante passo para a empresa, que viu suas operações ameaçadas por um esquema de fraudes que impactou negativamente a confiança dos investidores.

De acordo com a varejista, o fim da recuperação judicial foi solicitado em março e foi respaldado por pareceres positivos da Administração Judicial e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A Americanas afirmou ter cumprido as metas de um plano aprovado por 91% dos credores, destacando que, no primeiro semestre de 2026, suas vendas cresceram 9,3% e a eficiência operacional resultou em uma economia de R$ 500 milhões.

O comunicado da empresa ressalta seu compromisso com a continuidade do crescimento, a sustentabilidade do modelo de negócios e a melhoria da experiência do consumidor. Como resultado dessa nova fase, as ações da Americanas subiram quase 7%, fechando o dia a R$ 5,97.

Vale recordar que a crise da Americanas começou em janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências contábeis que inicialmente somavam cerca de R$ 20 bilhões. O impacto foi imediato, levando à saída de Sergio Rial da presidência, apenas nove dias após sua nomeação, em meio a uma forte desvalorização das ações que chegaram a cair quase 80% em um único pregão.

Após o pedido de recuperação judicial, a companhia teve suas ações suspensas na B3 e apresentou um plano de recuperação que previa uma dívida total superior a R$ 50 bilhões, com a maior parte dos débitos concentrada em credores concursais. O plano, que só foi aprovado em dezembro, incluiu um aporte significativo de R$ 12 bilhões dos acionistas de referência, um trio de bilionários que inclui Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.

Com o término da recuperação judicial, a Americanas se posiciona agora para reconstruir sua imagem e operações, em um momento que pode ser crucial para sua reestabelecimento no competitivo mercado de varejo brasileiro.