quinta-feira, 29/10/2026

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Estados Unidos proíbem utilização da IA DeepSeek, desenvolvida na China, em órgãos do governo

Na mais recente escalada da rivalidade tecnológica entre Estados Unidos e China, o governo americano determinou que suas agências interrompam o uso de ferramentas de inteligência artificial da startup chinesa DeepSeek. A decisão, anunciada…

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Na mais recente escalada da rivalidade tecnológica entre Estados Unidos e China, o governo americano determinou que suas agências interrompam o uso de ferramentas de inteligência artificial da startup chinesa DeepSeek. A decisão, anunciada na segunda-feira (19) pelo Departamento de Segurança Interna, reflete preocupações crescentes sobre a segurança nacional e a proteção de dados sensíveis.

De acordo com o comunicado oficial, a proibição se estende não apenas aos produtos da DeepSeek, mas também a qualquer ferramenta que seja desenvolvida com base em sua tecnologia. As agências foram instruídas a remover essas ferramentas de seus dispositivos, um movimento que indica a seriedade com que o governo dos EUA encara os potenciais riscos associados à utilização dessas soluções de IA.

Um documento anexo ao comunicado alerta que os modelos da DeepSeek apresentam “múltiplos vetores de ameaça”, destacando o risco de transferência de dados sigilosos para a China, especialmente se essas ferramentas forem utilizadas por funcionários ou fornecedores do governo. O Departamento de Segurança Interna enfatiza que os servidores da empresa estão localizados na China, onde a legislação permite ao governo um acesso significativo à infraestrutura das empresas privadas.

A DeepSeek, que se destacou no cenário global de IA ao lançar um chatbot acessível e eficiente em janeiro de 2025, tem sido alvo de acusações por parte dos EUA, que afirmam que a empresa, junto com outras gigantes chinesas do setor, teria se envolvido em práticas de cópia de inovações desenvolvidas por competidores americanos. A crescente tensão neste campo evidencia não apenas a corrida pela liderança em tecnologia, mas também as complexas interações entre segurança nacional e inovação.

Enquanto o Departamento de Segurança Interna tem a autoridade para orientar agências civis, essa proibição não se aplica às Forças Armadas e serviços de inteligência, que permanecem fora do escopo dessa regulatória. A ausência de comentário do Departamento de Defesa em relação ao tema reforça a opacidade que envolve as discussões sobre tecnologia e segurança entre as duas potências.

Crédito da imagem: Logo do Deepseek