quinta-feira, 29/10/2026

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Coordenadora de campanha de Flávio Bolsonaro anuncia transição de dois anos para o Bolsa Família

Em um movimento que pode redefinir o futuro do programa Bolsa Família, a coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, anunciou nesta segunda-feira (19) que, caso o candidato vença as…

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Em um movimento que pode redefinir o futuro do programa Bolsa Família, a coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, anunciou nesta segunda-feira (19) que, caso o candidato vença as eleições de 2026, o benefício terá uma carência de dois anos. Durante esse período, os beneficiários poderão buscar oportunidades de trabalho ou abrir seus próprios negócios antes de serem desconectados do programa.

A proposta de Marques sugere que, ao final desse tempo, os beneficiários que não conseguirem se estabelecer no mercado de trabalho terão um retorno automático ao Bolsa Família. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade e dignidade”, destacou em entrevista à CBN Bahia.

A disputa eleitoral se acirra, com Flávio Bolsonaro enfrentando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em seu primeiro ano de novo mandato, relançou o Bolsa Família em março de 2023. Com o intuito de fortalecer sua base social, o governo anunciou recentemente um reajuste de 15,04% nos benefícios, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, após um período sem ajustes.

Com as eleições se aproximando, o governo busca capitalizar sobre os números expressivos do programa, que em agosto alcançou 19,3 milhões de famílias. Para se qualificar, a renda mensal per capita deve ser de até R$ 218, e os beneficiários precisam manter o Cadastro Único atualizado, além de cumprir compromissos em saúde e educação.

Além do valor básico, o Bolsa Família oferece benefícios adicionais, como R$ 173 por criança de até 7 anos, R$ 58 para gestantes e para jovens de 7 a 18 anos, bem como R$ 58 para bebês de até 6 meses. A proposta de Flávio Bolsonaro, portanto, não só visa modificar a estrutura do programa, mas também reflete uma visão de transição para a autonomia econômica dos beneficiários.

Crédito da imagem: Bolsa Familia