quinta-feira, 29/10/2026

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Rubio afirma que Trump terá prazo de até 60 dias para reconsiderar suspensão de sanções contra a Rússia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um prazo de até 60 dias para considerar os efeitos econômicos da suspensão de sanções e tarifas relacionadas à Rússia, conforme declarado pelo secretário de Estado,…

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um prazo de até 60 dias para considerar os efeitos econômicos da suspensão de sanções e tarifas relacionadas à Rússia, conforme declarado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em uma coletiva de imprensa. A decisão de suspender as medidas foi tomada na sexta-feira, mas Trump ainda não se manifestou de forma definitiva sobre o assunto.

Rubio explicou que esse intervalo de dois meses permitirá ao presidente avaliar como a revogação das sanções e tarifas pode impactar a economia global e, em particular, a economia americana. As sanções, que estavam previstas na Lei Graham, foram inicialmente impostas no mês passado, após pressão de parlamentares que buscavam ações mais rigorosas contra Moscou em resposta à guerra na Ucrânia.

A suspensão das tarifas, que incluíam penalidades sobre produtos russos e restrições a países que importam petróleo e gás da Rússia, foi uma surpresa para muitos. A ordem executiva não especificou a duração da suspensão, gerando incertezas sobre o futuro das relações comerciais entre os EUA e a Rússia. Trump, em conversa com jornalistas em seu clube Mar-a-Lago, afirmou que sua decisão final ainda está por vir e que todos ficarão informados sobre os desdobramentos.

Entretanto, essa decisão já encontrou resistência, especialmente do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que expressou preocupação de que a suspensão possa fortalecer Vladimir Putin e prolongar o conflito. A situação é complexa, com Zelensky também solicitando ajuda financeira significativa da União Europeia para apoiar seu país em meio à crise.

Rubio, por outro lado, também mencionou um acordo separado que visa aumentar o fornecimento de diesel nos mercados globais, almejando reduzir os preços dos combustíveis. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, enfatizou que esse acordo deve ser visto como um incentivo para promover a paz na região, e não como uma ajuda incondicional à economia russa.

Com a intersecção de conflitos em várias partes do mundo, incluindo o Oriente Médio, a gestão das sanções e acordos comerciais se torna cada vez mais desafiadora. Rubio destacou que essas crises estão começando a se influenciar mutuamente, criando um cenário complexo que exige cuidadosa consideração das políticas externas dos EUA.

Crédito da imagem: Donald Trump e Vladimir Putin.