quinta-feira, 29/10/2026

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Preço do petróleo Brent alcança US$ 110, o nível mais alto desde maio; fatores que influenciam a alta dos preços

A recente escalada das tensões no Oriente Médio trouxe à tona uma preocupação crescente sobre o impacto que esses conflitos podem ter na economia global, especialmente em relação ao preço do petróleo. O petróleo…

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A recente escalada das tensões no Oriente Médio trouxe à tona uma preocupação crescente sobre o impacto que esses conflitos podem ter na economia global, especialmente em relação ao preço do petróleo. O petróleo Brent, referência internacional, alcançou a marca de US$ 110 por barril, um aumento significativo que não ocorria desde maio. Esse aumento é reflexo das incertezas que cercam a oferta global, exacerbadas por relatos de possíveis ataques à infraestrutura de energia na Arábia Saudita.

Na última sexta-feira (16), os contratos futuros do Brent fecharam em alta de 3,7%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também registrou um aumento, encerrando o dia a US$ 101,41 por barril. Essa trajetória de alta, com o Brent acumulando 4,9% e o WTI 10,4% na semana, reflete a inquietação do mercado diante de um cenário volátil.

Segundo a consultoria Energy Aspects, o aumento dos preços está intimamente ligado ao temor de que um conflito em ascensão possa interromper o fornecimento de petróleo. Informes da mídia israelense indicam que o Irã estaria se preparando para ações militares, enquanto uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interceptou um míssil balístico em direção ao porto de Yanbu, uma área crucial para o escoamento de petróleo por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz.

Além disso, a situação na Rússia também contribui para a incerteza no mercado. Recentemente, a Ucrânia atacou uma refinaria na Rússia, o que levantou questionamentos sobre a capacidade russa de fornecer diesel ao mercado internacional. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, criticou acordos que poderiam aliviar a pressão sobre o governo russo, apontando que isso poderia ser um “investimento na guerra”.

Para mitigar essa crise de oferta, a Agência Internacional de Energia decidiu liberar mais de 20 milhões de barris de combustíveis no mercado, enquanto os Estados Unidos estão considerando uma troca de até 17 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo. Essas medidas visam estabilizar o mercado, mas o futuro permanece incerto, conforme as tensões regionais continuam a se intensificar.