quinta-feira, 29/10/2026

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TCU aguarda finalização da liquidação do Banco Master para avaliar contas do Banco Central

A última reunião da 2ª Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada na terça-feira (13), trouxe à tona uma questão crucial: a atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master.…

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A última reunião da 2ª Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada na terça-feira (13), trouxe à tona uma questão crucial: a atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master. O tribunal decidiu que as conclusões desse processo têm potencial de impactar a análise das contas da autoridade monetária, levando à suspensão do julgamento até que uma decisão definitiva sobre o caso seja alcançada.

Essa escolha dos ministros se alinha à recomendação do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), que sugeriu cautela em relação aos desdobramentos da liquidação do Banco Master. Por outro lado, a área técnica do tribunal havia defendido a regularidade das contas, proposta que foi rechaçada pelos membros da câmara. O relator das contas do Banco Central é o ministro Jorge Oliveira, enquanto o processo da liquidação está sob a responsabilidade do ministro Jhonatan de Jesus.

O embate entre o Banco Central e o TCU remonta ao final do ano passado, quando surgiram indícios de que a liquidação do Banco Master poderia ter sido realizada de forma apressada. Jhonatan de Jesus não hesitou em solicitar esclarecimentos ao BC em um prazo de 72 horas e, em decorrência da falta de informações, chegou a decretar sigilo sobre o processo. O Banco Central, por sua vez, contestou a ordem de inspeção, alegando que tal decisão deveria passar pelo colegiado do TCU.

A tensão foi exacerbada quando o ministro decidiu levar a discussão sobre a inspeção ao plenário, reiterando que a dimensão pública do caso justificava sua abordagem. Apesar disso, um parecer técnico do TCU, publicado em fevereiro, indicava que não haviam sido identificadas irregularidades na atuação do Banco Central durante a liquidação, apontando que a medida foi adotada de maneira fundamentada e legal.

Em março, Jhonatan de Jesus optou por suspender a análise da atuação do BC até que outras investigações relacionadas ao caso fossem concluídas. Essa decisão visa garantir que o tribunal tenha acesso a um conjunto mais robusto de informações na hora de fazer seu julgamento, evitando assim uma avaliação incompleta que poderia comprometer a integridade do processo. A expectativa agora recai sobre as próximas etapas desse intricado caso, que continua a gerar repercussões significativas no cenário financeiro nacional.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — manseok_Kim (pixabay)