Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o Espírito Santo abriga um número impressionante de bovinos, superando o total de habitantes em 34 de suas cidades. Em um levantamento de 2025, o estado contabiliza 2.164.541 cabeças de gado, uma realidade que se reflete em uma proporção curiosa: em média, há um bovino para cada dois capixabas.
Mucurici, localizado no Norte do estado, se destaca como o município com a maior densidade de gado, apresentando 14 bovinos por habitante. Com 78.096 cabeças de gado para apenas 5.667 moradores, a cidade é um exemplo claro da relevância da pecuária na região. Em seguida, Ecoporanga se destaca com uma proporção de dez bovinos para cada residente, enquanto Ponto Belo completa o top 3 com cerca de sete bovinos por pessoa.
Contrapõe-se a essa realidade rural o cenário das 44 cidades onde a população supera o número de bovinos, representando cerca de 56% dos municípios capixabas. Marechal Floriano e Vitória figuram como as cidades com a menor quantidade de gado, com 619 e 119 cabeças, respectivamente.
No contexto da Região Metropolitana de Vitória, a situação é ainda mais surpreendente. A urbanização predominante resulta em uma proporção de 24 habitantes para cada bovino, refletindo uma desconexão significativa entre as áreas urbanas e a pecuária. Vitória, com apenas 119 bovinos para 343.935 pessoas, é a capital com o menor número de gado no estado, o que levanta questões sobre a sustentabilidade e o futuro da pecuária na região.
Esses números não apenas evidenciam a força do setor pecuário no Espírito Santo, mas também apontam para um desafio maior: como equilibrar o crescimento urbano com as tradições e as necessidades do agronegócio. A situação atual convida à reflexão sobre o papel da pecuária em um estado que, embora tenha uma rica história rural, enfrenta as pressões da urbanização.
Crédito da imagem: Fazenda de gado de corte em Vila Velha, no Espírito Santo



