Em um desenvolvimento preocupante para a avicultura catarinense, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou, na última terça-feira (28), o terceiro foco da doença de Newcastle em uma granja localizada em Nova Erechim. A propriedade abriga cerca de 9.600 aves e está situada na área de emergência zoosanitária estabelecida após o primeiro caso, registrado em 19 de outubro.
Assim como nos casos anteriores, que ocorreram em Nova Itaberaba e Coronel Freitas, as aves da granja afetada não apresentam sintomas visíveis. A Cidasc, atuando em colaboração com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), intensificou as ações de contenção, que incluem vistorias e monitoramento rigoroso das criações na região.
Com a nova confirmação, a ameaça à exportação de carne de aves brasileiras se intensificou. O governo federal já viu países como México e Uruguai proibirem totalmente a importação, enquanto outras nações impuseram embargos restritos apenas à carne proveniente de Santa Catarina ou da área afetada.
Para enfrentar a situação, as equipes de fiscalização ampliaram o raio de vigilância em cerca de 9,5 quilômetros ao redor do foco da doença. Entre os dias 20 e 26 de outubro, foram inspecionadas 133 propriedades comerciais e 551 de subsistência, e a operação conta com quatro barreiras sanitárias ativas para desinfecção de veículos e fiscalização rigorosa.
O Ministério da Agricultura garantiu à população que o consumo de produtos avícolas que passam pela inspeção oficial continua seguro, não apresentando contraindicações. É importante ressaltar que a doença de Newcastle, embora possa ser letal para aves, não representa um risco significativo para a saúde humana, podendo, em casos raros, causar apenas conjuntivite transitória.



