A Meta, conglomerado responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, reportou um expressivo lucro líquido de US$ 9,86 bilhões (equivalente a R$ 49,3 bilhões) no terceiro trimestre de 2026. Este valor representa um crescimento notável de 264% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita total da empresa alcançou US$ 64,60 bilhões (R$ 324,2 bilhões), com um aumento de 26% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Os resultados financeiros das plataformas da Meta são divulgados sob a rubrica Family of Apps, que gerou US$ 64,16 bilhões (R$ 320 bilhões) neste trimestre, correspondendo a quase toda a receita da empresa. A maior parte dessa quantia advém da publicidade, que totalizou US$ 63,06 bilhões (R$ 315 bilhões), com o restante vindo de outras fontes de receita, que somaram US$ 1,10 bilhão (R$ 5,5 bilhões).
O crescimento nos anúncios foi impulsionado por um aumento tanto no número de impressões, que subiram 10%, quanto no preço médio por anúncio, que cresceu 14%. Em setembro, a família de aplicativos da Meta contava com uma média de 3,64 bilhões de usuários ativos por dia, um aumento de 3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O lucro operacional da divisão ficou em US$ 17,12 bilhões (R$ 85,6 bilhões), embora tenha sido impactado por um encargo extraordinário de US$ 9,89 bilhões (R$ 49,45 bilhões) relacionado a um acordo judicial sobre a saúde mental de adolescentes nos Estados Unidos.
Um dos principais focos da Meta é a inteligência artificial, que se tornou uma prioridade estratégica e motor de crescimento para a empresa. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou o lançamento de novos modelos de IA, o Muse e o Muse Wonder, que prometem elevar a capacidade tecnológica da companhia. A Meta acredita que os investimentos em IA estão começando a influenciar positivamente suas receitas publicitárias, aumentando o engajamento dos usuários e aprimorando as recomendações de conteúdo.
Para sustentar esse crescimento, a Meta planeja investir entre US$ 135 bilhões (R$ 675 bilhões) e US$ 145 bilhões (R$ 725 bilhões) em 2026, com uma parte significativa desses recursos voltada para a infraestrutura de inteligência artificial. Além disso, a empresa decidiu criar ações ordinárias de Classe C, que não conferem direito a voto, como parte de sua estratégia de financiamento a longo prazo.
Por outro lado, a Meta busca reduzir gradualmente as perdas de sua divisão Reality Labs, que abrange tecnologias de realidade virtual e aumentada, prevendo um prejuízo operacional de cerca de US$ 15 bilhões (R$ 75 bilhões) até 2027. Essa reorientação de recursos demonstra a intenção da companhia em priorizar o desenvolvimento de soluções em inteligência artificial, um movimento que pode redefinir seu futuro no competitivo mercado digital.
Crédito da imagem: Meta recebeu mais de R$ 290 milhões de campanhas



